sábado, 2 de agosto de 2014

"CURE A SI MESMO" - "MEDITAÇÕES E RELIGIÕES" - V - Tipos de Religiões I


"A ALQUIMIA DA CURA"


A MEDITAÇÃO
e
AS RELIGIÕES


  A meditação encontra-se no meio de dois polos: a concentração e a contemplação.
É comumente associada a religiões orientais.
Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto à humanidade.
Não sendo exatamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes.
Floresceu no Egito (o mais antigo relato), na Índia, entre o povo Maia etc.
Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.


Etimologia

A palavra meditação vem do latim meditare, que significa "voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior" e "voltar à atenção para dentro de si".
Em sânscrito, é chamada dhyana e é obtida pelas técnicas de dharana (concentração).
Na língua chinesa, dhyana tornou-se Ch'anna, termo que sofreu uma contração e tornou-se Ch'an (Zen, em japonês).
Em páli, é jhana. Significa "concentrar intensamente o espírito em algo".

Definição

A meditação costuma ser definida das seguintes maneiras:
“Um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos”;
“Prática de focar a mente em um único objeto” (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra);
“Uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto”;
Análise racional de ensinamentos religiosos (como a “Impermanência”, para os Budistas).

Prática
É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas).
Com a devida atenção, é possível se diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado.
Através da meditação, é possível separar os pensamentos da parte de nossa consciência que realiza a percepção.
É possível se obter total descanso numa posição sentada e, por conseguinte, atingir maior profundidade na meditação e, assim, dissolver preocupações e problemas que bloqueiam a mente.
Uma posição possível é a posição de lótus completo: o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita e o pé direito apoiado sobre a coxa esquerda.
Outros podem sentar em meio lótus: o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita ou o pé direito sobre a coxa esquerda.
Há pessoas que não conseguem sentar em nenhuma dessas posições e, por isso, podem sentar à maneira japonesa, ou seja, com os joelhos dobrados e o tronco apoiado sobre ambas as pernas.
Pondo alguma espécie de acolchoado sob os pés, a pessoa pode facilmente permanecer nessa posição por uma hora ou uma hora e meia.
Mas, na verdade, qualquer pessoa pode aprender a sentar em meio lótus, ainda que, no início, possa sentir alguma dor.
Gradualmente, após algumas semanas de treino, a posição se tornará confortável. No início, enquanto a dor ainda causar muito desconforto, a pessoa deve alterar a posição das pernas ou a posição de sentar.
Para as posturas de lótus completo e meio lótus, convém sentar-se sobre uma almofada, de forma que os dois joelhos se apoiem contra o chão.
Os três pontos de apoio dessa posição proporcionam uma grande estabilidade.
Mantenha as costas eretas.
Isso é muito importante.
O pescoço e a cabeça devem ficar em alinhamento com a coluna.
A postura deve ser reta, mas não rígida.
Mantenha os olhos semiabertos, focalizados a uns dois metros à sua frente.
Mantenha leve sorriso.
Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar todos os músculos.
Concentre-se em manter sua coluna ereta e em seguir sua respiração.
Solte-se quanto a tudo mais.
Abandone-se inteiramente.
Se quiser relaxar os músculos de seu rosto, contraídos pelas preocupações, medo e tristeza, deixe um leve sorriso aflorar em sua face.
Quando o leve sorriso surge, todos os músculos faciais começam a relaxar.
Quanto mais tempo o leve sorriso for mantido, melhor.
À altura do ventre, pouse sua mão esquerda com a palma voltada para cima sob a palma da mão direita.
Solte todos os músculos dos dedos, braços e pernas.
Solte-se todo como as plantas aquáticas que flutuam na corrente, enquanto sob a superfície das águas o leito do rio permanece imóvel.
Não se prenda a nada a não ser à respiração e ao leve sorriso.
Durante esse tempo, você tem que ser capaz de obter descanso total.
A técnica para tal obtenção reside em duas coisas: observar e soltar, observar a respiração e soltar tudo mais.
Solte cada músculo de seu corpo.
Após uns quinze minutos, uma serenidade profunda poderá ser alcançada, enchendo-o interiormente de paz e contentamento.
Mantenha-se nessa quietude.
Esta prática é dos melhores remédios para se aliviar o estresse.






Duração
Não há um tempo mínimo preestabelecido.
Pode-se iniciar com um período de poucos minutos e, conforme se aperfeiçoa, esse tempo pode aumentar até para horas, dias, ou em casos excepcionais, até meses.
 O mais importante é a frequência da prática, preferencialmente diária.


Objetivos
A meditação pode ser praticada por diversos motivos: desde o simples relaxamento até a busca pelo Nirvana.
 Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, autodisciplina e equanimidade.


Métodos Variados

Existem métodos que vêm conquistando grande aceitação no ocidente, como a meditação feita em pé conhecida o Zhan Zhuang, que, devido a sua simplicidade e eficiência, é muito praticada na China e Europa.
Ele é facilmente executado por pessoas com pouca flexibilidade e dificuldades nos joelhos e coluna, melhorando inclusive a postura.
Facilmente praticada em qualquer local, é um excelente método procurado por muitos praticantes de artes marciais experientes ou mesmo iniciantes.
Esta prática é muito efetiva na redução do estresse.



Conceitos

Chakras, centros de energia cultivados na meditação segundo a tradição Tantra.
A divulgação das práticas de meditação no mundo contemporâneo recebeu uma grande contribuição das técnicas milenares preservadas pelas diversas culturas tradicionais do oriente.
Uma das escolas em que ela evoluiu independentemente foi o sufismo.
Nas filosofias religiosas do oriente, como o bramanismo, budismo (e suas variações, como o budismo tibetano e o zen), o Tantra e o Jainismo, bem como nas Artes Marciais, como o I-Chuan e o Tai Chi Chuan, a meditação é vista como um estado que ultrapassa o intelecto, onde a mente é posta em silêncio para dar lugar à contemplação espiritual.
 Esse "calar a mente" induz uma volta ao centro ("meio", daí "meditar"), para o vazio interior.





TIPOS DE MEDITAÇÕES


Prática da postura da árvore, forma de meditação em pé considerada uma das práticas fundamentais do Tai Chi Pai Lin

Tai Chi Pai Lin
Meditação budista
Meditação cristã
Meditação de Transmissão
Meditação Transcendental
Ascensão Ishaya
Brahma
Budismo
I-Chuan
Yoga
Osho
Qigong
René Descartes
Rosa Cruz
Sahaja Yoga
Samadhi
Santo Inácio de Loyola
Shri Mataji Nirmala Devi
Tai Chi Chuan
Vidya Yoga
Vipassana
Zabuton
Zafu
Zazen
Zen
Zhan Zhuang
Atenção plena

RELIGIÕES: Maiores Grupos
       
Abraâmicas

Fé Bahá'í - Babismo - Cao Dai - Cristianismo - Anglicanismo - Catolicismo - Católico Não Praticante - Cristadelfianos - Igreja do Oriente - Igreja Ortodoxa - Ortodoxia Oriental - Rosacrucianismo – Protestantismo - Gnosticismo cristão - Iglesia ni Cristo – Restauracionismo - Mormonismo - Jeovismo - Unitarianismo – Arianismo - Modalismo - Monarquianismo - Patripassianismo - Servetismo - Socianismo - Espiritismo - Drusos – Islamismo - Sunismo - Xiismo - Sufi - Ahmadiyya - Coranismo – NOI - Judaismo Conservador - Haymanot (Etíope) – Caraísmo - Judaísmo Messiânico - Ortodoxo - Reformista – Mandeísmo - Rastafári – Samaritanismo

Dármicas
Budismo - Theravada - Mahayana - Vajrayana – Hinduísmo - Arya Samaj - Ayyavazhi - Lingayat – Ravidassia - Shaktismo - Xivaísmo - Vixnuísmo - Jainismo – Sikhismo



Iranianas
Babismo - Fé Bahá'í - Mandeísmo – Maniqueísmo - Zoroastrismo - Mazdak - Mitraísmo - Yazidi – Zurvanismo – Yarsanismo

Taoicas 
Confucionismo - Xintoísmo - Taoismo - Zen - Hoa Hao - Cao Dai - Muísmo - Religião tradicional chinesa

Modernas

Cheondoísmo - Cientologia - Discordianismo - Falun Gong -Neodruidismo - Eckankar - I-Kuan Tao – Moralismo - Neopaganismo - New Age - Novo Pensamento - Raelianismo - Seicho-No-Ie - Stregheria - Tenrikyo - Thelema - Pastafarianismo – Unitário Universalismo – Wicca

ANTIGAS

Africanas - Afro-Americanas - Afro-Latino-Americanas -Afro-Brasileiras - Afro-cubanas - Bön – Xamanismo - Indígena Australiana – Paganismo Finlandês – Gurung - Altaicas - Tengriismo - Burcanismo - Javanesa - Lepcha (Mun) - Nativa Americana - Polinésia – Filipina





Antigas Religiões Pré-Históricas
Religião do paleolítico

Asiáticas
Egípcia - Mesopotâmica - Árabe - Sabeísmo – Iazdânismo - Persa - Coconut Religion – Mitologia Cananéia - Suméria -Religião Semita – Bathuísmo

Protoindo-Européias

Armênia - Celta - Mitologia Hitita - Germânica – Grega - Gnosticismo - Neoplatonismo – Iliro Trácia – Maniqueísmo - Mitraísmo - Persa - Romana -Eslava - Hinduísmo Védico

Americanas 
Asteca - Inca – Maia

Aspectos: Entendimentos e Práticas

Adoração - Altar - Amuleto - Apostasia / Abandono da Religião - Benzimento - Castigo Divino - Lista de Crendices - Clero - Comunicação com Espíritos - Crenças - Criacionismo - Conversão - Culto dos Mortos – Deidades - Deus - - Devoção - Demônio - Feitiçaria - Fetiche – Messias - Mitologia - Música Gospel - Religião OVNI – Ordenação - Ortodoxia - Ortopraxia - Oração - Pacto com o Diabo - Paganismo - Paraíso - Pós-Morte – Reencarnação - Ressureição - Ritual - Liturgia - Sacrifício – Trabalho - Sincretismo - Sobrenatural - Símbolos - Totem – Verdade – Xamanismo.



Teísmo
Animismo - Deísmo - Fetichismo - Henoteísmo - Monoteísmo - Monolatria - Não Teísmo – Pandeísmo - Panenteísmo - Panteísmo - Politeísmo – Totemismo – Transteísmo.

Estudos Religiosos

Antropologia - Comparação -Desenvolvimento – Origem - Origem Evolutiva -História - Filosofia – Neuroteologia - Psicologia - Sociologia - Teologia -Teorias – Mulher.

Religião e Sociedade

Negócios - Clero - Monasticismo - Ordenação – Evangelismo - Missionário - Proselitismo – Educação - Fanatismo - Liberdade - Pluralismo – Sincretismo - Intolerância - Tolerância - Universalismo - Fundamentalismo - Crescimento – Felicidade - Homossexualidade - Minorias - Ciência Política – Cisma - Ciência - Estado - Teocracia - Vegetarianismo - Violência -Perseguição - Terrorismo - Guerra - Riqueza - Religião Étnica - Religião Folclórica.

Secularismo e Laicismo

Antirreligião - Deísmo - Agnosticismo - Ateísmo - Crítica da Religião - Estado Ateu – Satanismo LaVey – Desconstrução -Judaísmo Humanístico – Irreligião - Objetivismo - Humanismo Secular - Teologia Secular - Secularização - Separação Igreja e Estado.


*Laicismo, diferente de Anticlericalismo, apenas rejeita a influência da Igreja na esfera pública do Estado, pois considera que os assuntos religiosos só devem pertencem à esfera privada de cada indivíduo.