segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CIVILIZAÇÃO NA'DENE - Novas Tribos e Nações Indígenas após a "ERA GLACIAL".

Civilização Na’dene

TRIBO NA'DENE
TRIBO NA'DENE

Pesquisas indicam que 95 % dos Índios Americanos descendem de seis mulheres que viviam na região de Bering, atualmente submersa, mas que antigamente, por volta de 18.000 A.C., ligava por via terrestre a Sibéria ao Alasca.
As Populações descendentes destas seis mulheres teriam descido ao longo do Continente Americano, formando as diferentes Etnias Indígenas.
ESTREITO DE BERING E OCEANO PACÍFICO-1
ESTREITO DE BERING
Primeiras Migrações pelo Estreito de Bering
Primeiras Migrações pelo Estreito de Bering


Acredita-se que os primeiros migrantes humanos para a América foram Nômades Asiáticos que atravessaram a Beríngia ou Ponte Terrestre de Bering (onde hoje se encontra o Estreito de Bering) para chegar à América do Norte.

Durante grande parte do século XX, os cientistas consideravam a CULTURA CLÓVIS como a primeira da América, com sítios datados de cerca de 13.500 anos atrás.

Mais recentemente, encontraram-se outros Sítios Arqueológicos que parecem indicar a presença humana na América por volta de 40.000 a.C..

Em outra onda migratória, os INUÍTES atingiram a Região Ártica da América em cerca de 1.000 anos atrás.

Na mesma época, COLONOS VIKINGS começaram a chegar à Groenlândia, em 982 anos atrás, e em Vinland, pouco depois, embora esta última tenha sido abandonada logo em seguida; desapareceram da Groenlândia por volta de 1500.

Origem dos Primeiros Americanos até recentemente, a interpretação mais largamente aceita baseada nos achados arqueológicos era de que os primeiros humanos nas Américas teriam vindo numa série de migrações da Sibéria para o Alasca através de uma língua de terra chamada Beríngia, que se formou com a queda do nível dos mares durante a última idade do gelo, entre 24 e 9 mil anos atrás.

No entanto, achados na América do Sul mudaram o pensamento dos arqueólogos.

O Fóssil de uma Mulher com 11.000 mil anos foi encontrado pela Arqueóloga Francesa Annette Laming-Emperaire na década de 1970.

O Fóssil recebeu o nome de Luzia, apelido dado carinhosamente pelo Biólogo Walter Alves Neves, do Instituto de Biociências da USP.

Ao estudar a morfologia craniana de Luzia, Neves encontrou traços que lembram os Atuais Aborígenes da Austrália e os Negros da África.

Ao lado do seu colega argentino Héctor Pucciarelli, do Museo de Ciências Naturales de la Universidad de La Plata, Neves formulou a teoria de que o Povoamento das Américas teria sido feito por duas correntes migratórias de caçadores e coletores, ambas vindas da Ásia, provavelmente pelo Estreito de Bering, mas cada uma delas composta por grupos biológicos distintos.

A primeira teria ocorrido 14.000 mil anos atrás e seus membros teriam aparência semelhante à de Luzia (Fóssil).

O segundo grupo teria sido o dos Povos Mongolóides.

A chegada dos Mongolóides na América é estimada em 11.000 mil anos, dos quais descendem atualmente todas as TRIBOS INDÍGENAS DAS AMÉRICAS.

Existem outras Teorias sobre a Origem dos Nativos Americanos:

Vários Antropólogos, Historiadores e Arqueólogos têm sugerido que os Nativos Americanos são descendentes, quer de Europeus, quer Africanos que atravessaram o Oceano Atlântico.

Alguns apontam a semelhança física entre os OLMECAS e os AFRICANOS.
Thor Heyerdahl demonstrou que é possível navegar da África para a América numa réplica dum barco de papiro do antigo Egito.

A maioria das Religiões dos Nativos Americanos ensinam que os humanos foram criados na América no princípio dos tempos e sempre ali viveram.

A Doutrina Mórmon diz os Ameríndios são descendentes de LEHI e dos NEFITAS, personagens do Livro de Mórmon que teriam sido Israelitas que chegaram às Américas cerca de 590 a.C.

No século XIX e princípios do Século XX, houve proponentes da existência continentes perdidos, entre os quais ATLÂNTIDA e LEMÚRIA, de onde poderiam ter vindo os primeiros habitantes humanos das Américas.

O MAIS PROVÁVEL, NO ENTANTO, É QUE AS AMÉRICAS TENHAM SIDO COLONIZADAS POR VAGAS DE POVOS DE DIFERENTES ORIGENS, AO LONGO DOS TEMPOS, DANDO ORIGEM AO COMPLEXO MOSAICO DE POVOS E LÍNGUAS QUE HOJE EXISTEM.

E é possível, igualmente, que esses povos, tal como aconteceu em tempos históricos, bem documentados, tenham substituído ou tenham se juntado com populações originais que lá já existiam.

Os primeiros Colonizadores das Américas (Ameríndios) não eram muito evoluídos, pois há indícios que seus instrumentos de caça eram pedras e cachorros domesticados para este fim.

Os Caçadores e Coletores, tiveram um rápido avanço em direção ao sul, e tinham instrumentos de caça mais evoluídos, como por exemplo projéteis pontiagudos.

Na América Central, especialmente na Guatemala, Belize, além do Sul do México e Norte da Península de Yucatan (já na América do Norte),

FLORESCEU UMA DAS MAIS NOTÁVEIS CIVILIZAÇÕES INDÍGENAS: A CIVILIZAÇÃO MAIA, cujo adiantamento no campo das ciências e das artes.
Bem como no âmbito da organização política, social e religiosa, é universalmente reconhecido.

A História dos Quíchuas,(Quéchuas,kechua) que falavam um Dialeto Maia, foi preservada no Popol Vuh, obra escrita por um nativo pouco depois da Conquista Espanhola, e a dos Maias e Chorotegas, que habitavam a região localizada junto à Fronteira entre Honduras e Guatemala, pode ser reconstituída a partir de documentos arqueológicos gravados em pedras.

Além desses, outros povos que tiveram civilizações avançadas foram os TOLTECAS e os CACKIQUELOS.

A América do Sul foi provavelmente o último continente do planeta a ser habitado por humanos, à exceção da Antártida.

Segundo a teoria paleontológica mais consolidada, os primeiros habitantes do continente teriam chegado por terra, vindo da América do Norte e, antes disso, da Ásia por meio de uma ponte de gelo existente entre os dois continentes na última Era Glacial.

Outras teorias, especulam que a América do Sul poderia ter sido povoada por POLINÉSIOS que teriam atravessado o Oceano Pacífico em jangadas de bambu.

As primeiras evidências de ocupação humana datam de 6.500 a.C., por vestígios de agricultura: batata e feijão eram cultivados na BACIA DO AMAZONAS.

Outros vestígios, de cerâmica, indicam que o cultivo da mandioca (até hoje alimento básico no continente) existiu desde pelo menos 2000 a.C..

Nesta época, já havia várias Aldeias nos Andes e arredores.

Nos Rios e no Litoral (principalmente no Pacífico), consolidou-se a pesca, que ajudou a ampliar a base alimentar.

Lhamas e Alpacas foram domesticados a partir de 3.500 a.C., servindo para a produção de carne, lã e como transporte.

Por volta do ano 1000 a.C., mais de dez milhões de pessoas habitavam o continente, concentrados principalmente na Cordilheira dos Andes e no Litoral Norte, banhado pelo Mar do Caribe.

As demais regiões eram de povoamento mais esparso e nômade, como a AMAZÔNIA, o LITORAL ATLÂNTICO, o PLANALTO CENTRAL, o ALTIPLANO, o CHACO e, finalmente, os PAMPAS, a PATAGÔNIA e o ATACAMA no chamado CONE SUL.

O Homem Americano quando os europeus chegaram na América, se depararam com um grande número de povos já vivendo no novo continente, mas daí surgiu a dúvida: Como eles descobriram a América antes dos Europeus?

NA VERDADE, EXISTEM TRÊS TEORIAS sobre a chegada dos primeiros povos em solo americano.

A PRIMEIRA DELAS É A ASIÁTICA, onde diz que o índio americano, de origem asiática, teria atravessado da Ásia para a América através do Estreito de Bering, resultado do congelamento da água, ele havia primeiramente chegado ao Alasca e posteriormente em toda a América.

A SEGUNDA TEORIA É A MALAIO-POLINÉSIA, onde prega que o homem teria saído da Malásia e Polinésia e chegado a América do Sul através das Ilhas do Oceano Pacífico.

A TERCEIRA É A AUSTRALIANA, que não difere muito da Malaio-Polinésia, porém diz que o homem americano teria saído da Austrália.

O mais aceito é que o homem americano veio através dos três caminhos, e não apenas por um. (Barbara Duarte)

Pela História percebe-se que várias Etnias, Tribos, Grupos, Caçadores, Coletores, etc., após a Era Glacial e mudanças climáticas e geológicas em algumas regiões, se deslocaram pelo Mar de Bering (Congelado), interagindo e integrando-se gradativamente com outros grupos, ali já instalados. (N.A.).
Com a gradativa Miscigenação dos Grupos entre si e suas linguagens diferentes, formataram novos Povos e dialetos e assim foram tornando distintas suas Tribos Ameríndias das Américas e Tribos Indígenas da América do Sul. (N.A.).

Área de Preservação Nacional Ponte Terrestre de Bering no Alasca
Área de Preservação Nacional Ponte Terrestre de Bering no Alasca
Dentre as diferentes Etnias Indígenas formadas, estava a que deu origem ao Grupo Linguístico Nadene.
Este grupo se encontra espalhado pelo Oeste da América do Norte, do Alasca à Fronteira entre o México e os Estados Unidos.
Uma linguagem família proposta, conhecida como a Dene-Yeniseian sugere que existem elementos de linguagem comun entre as línguas norte-americana Na-Dene e a língua Ienisseiana da Central Sibéria.
“É CONSTITUÍDA POR POVOS como O EYAK, O TLINGIT, O AHTNA, O DENA'INA, O HUPA, O APACHE, O NAVAJO, O HAIDA E O KET”.

PRIMEIROS NATIVOS – VÍDEOS - HISTÓRIAS RESUMIDAS:


EYAK

O Eyak e o Grupo Atabascano juntos formam um agrupamento genético chamado Atabascano-Eyak.
O Tlingit é remotamente relacionado a esse grupo, que junto a ele forma o Na-dené (também conhecido como Atabascano-Eyak-Tlingit).

Native Village Eyak (1980)

Native Village Eyak (1980)

Chefe Mary Smith Jones - Lingua Eyak Original - (2008)
Chefe Mary Smith Jones - Lingua Eyak Original - (2008)

Marie Smith Jones ( 1918-2008)
Marie Smith Jones ( 1918-2008)
Mulher Chefe da Tribo Eyak - 21.01.2008
Mulher Chefe da Tribo Eyak - 21.01.2008

GRUPO FAMÍLIA ATABASCANO

A FAMÍLIA LINGÜÍSTICA ATABASCANA possui Três Agrupamentos Geográficos principais: Setentrional, Costa Pacífica, e Meridional

ATABASCANO SETENTRIONAL

Subgrupo Alasquiano Meridional

1AHTNA
2DENA’INA (também conhecida como Tanaina)

Central Alaska – subgrupo Yukon

3DEG XINAG (também conhecido como Deg Hit'an, kaiyuhkhotana)
4HOLIKACHUK (também conhecida como Innoko)
5KOYUKON
6LÍNGUA KOLCHAN (também conhecida como kuskokwim superior)
7BAIXO TANANA (também conhecida como Tanana)
8TANACROSS
9ALTO TANANA
10TUTCHONE MERIDIONAL
11TUTCHONE SETENTRIONAL
12GWICH’IN (também conhecida como kutchin)
13HÄN (também conhecida como han)

Subgrupo Canada Norte Ocidental

A. Tahltan-Tagish-Kaska

14TAGISH
15TAHLTAN
16KASKA
17SEKANI
18DUNNEZA (também conhecida como Beaver)

B. SLAVE-HARE (Slavey Meridional e Setentrional)

19SLAVEY (também conhecida como Slave)
20MOUNTAIN
21BEARLAKE
22HARE
23DOGRIB
24DENE SULINE (também conhecida como Chipewyan, Dëne Sųłiné, Dene Soun’Liné)

Subgrupo Tsetsaut

25TSETSAUT

Subgrupo Colúmbia Britânica Central

26BABINE-WITSUWIT'EN (também conhecida como Carrier do Norte)
27DAKELH (também conhecida como Carrier)
28CHILCOTIN (também conhecida como Tsilhqot’in)
29Nicola (também conhecida como Stuwix)

Subgrupo Sarsi

30TSUUT’INA (também conhecida como Sarcee, Sarsi, Tsuu T’ina)

Subgrupo Kwalhioqua-Clatskanie

31KWALHIOQUA-CLATSKANIE (também conhecida como Kwalhioqua-Tlatskanie)

ATABASCANO DA COSTA PACÍFICA

Subgrupo Atabascano da Califórnia

32HUPA (também conhecida como Hoopa-Chilula)
33MATTOLE-BEAR RIVER
34EEL RIVER

Subgrupo Atabascano do Oregon

35ALTO UMPQUA
36ROGUE RIVER (também conhecida como Tututni)
37GALICE-APPLEGATE
38TOLOWA

Atabascano Meridional (também conhecida como Apache

Subgrupo Apache das Planícies

39APACHE DA PLANÍCIE (também conhecida como kiowa-Apache)

Subgrupo Ocidental Apacheano Ocidental

A.  Chiricahua-Mescalero

40CHIRICAHUA
41MESCALERO
42NAVAJO (também conhecida como Navaho)
43APACHE OCIDENTAL (também conhecida como Coyotero Apache)

Subgrupo Apacheano Oriental

44JICARILLA
45LIPAN



Lista de Línguas Atabascanas de acordo com a localização geográfica.

ALASCA: Ahtna, Deg Hit’an, Dena’ina, Gwich’in, Hän, Holikachuk, Kolchan, Koyukon, Baixo Tanana, Tanacross, Tsetsaut, Alto Tananá

YUKON: Gwich'in, Hän, Kaska, Mountain, Tagish, Tutchone Setentrional, Tutchone Meridional, Alto Tananá

TERRITÓRIOS DO NOROESTE: Bearlake, Dene Suline, Dogrib, Gwich’in, Hare, Mountain, Slavey

NUNAVUT: Dene Suline

COLÚMBIA BRITÂNICA: Babine, Bearlake, Beaver, Chilcotin, Dakelh, Hare, Kaska, Mountain, Nicola, Sekani, Slavey, Tagish, Tahltan, Tsetsaut

ALBERTA: Beaver, Dene Suline, Slavey, Tsuut’ina

SASKATCHEWAN: Dene Suline

WASHINGTON: Chilcotin, Kwalhioqua-Clatskanie (Willapa, Suwal), Nicola

OREGON: Applegate, Clatskanie, Galice, Rogue River (Chasta Costa, Euchre Creek, Tututni, Alto Coquille), Tolowa, Alto Umpqua

NORTE DA CALIFÓRNIA: Eel River, Hupa, Mattole-Bear River, Tolowa

UTAH: Navajo

COLORADO: Jicarilla, Navajo

ARIZONA: Chiricahua, Navajo, Apache Ocidental

NOVO MÉXICO: Chiricahua, Mescalero, Jicarilla, Lipan, Navajo

TEXAS: Mescalero, Lipan

OKLAHOMA: Chiricahua, Jicarilla, Plains Apache, Noroeste do 

AHTNA

A Língua Ahtna ou Ahtena é uma Língua Na-Dene falada pelo Povo Ahtna, na Região do Rio Copper no Alasca.
Essa Língua também é conhecida como Copper River ou Mednovskiy.
Há 80 falantes da língua em um total de 500.
O Povo Ahtna está em risco de extinção mas vêm sendo aprendida por muitos jovens na tentativa de mantê-la viva.
A Língua Ahtna consiste em quatro diferentes dialetos, três dos quatro ainda são falados hoje em dia.
Tribo Ahtna-1
Tribo Ahtna
Tribo Ahtna-2
Tribo Ahtna
Tribo Ahtna-3
Tribo Ahtna

Mulher Dena'ina - Casa de Inverno-(1908)
Mulher Dena'ina - Casa de Inverno-(1908)

Existem Teorias que apontam semelhanças entre as Línguas Nadenes, as Línguas Sino-Tibetanas, as Línguas Ienisseianas da Sibéria Central e a Língua Basca do Sudoeste Europeu, o que fortaleceria a ideia de uma origem comum para todos estes povos.
Placa em Basco e Espanhol, no Monastério de Yuso, na Espanha
Placa em Basco e Espanhol, no Monastério de Yuso, na Espanha

Livro Chinês do Século XIX
Livro Chinês do Século XIX

HUPA

Por volta de 2000 a.C., um POVO DE LÍNGUA NADENE, O Povo Hupa, começou a ocupar o Vale Hupa, no Noroeste da atual Califórnia.

Índio Hupa
Índio Hupa
Mulher Hupa com seu filho, em foto de 1924
Mulher Hupa com seu filho, em foto de 1924
Mulher Hupa - (1923)
Mulher Hupa - (1923)
Tribo HUPA - Cerimônia-1
Tribo HUPA - Cerimônia
Povo Hupa - Califórnia
Povo Hupa - Califórnia
Reserva Hupa-2
Reserva Hupa
LIVRO - História Tribo HUPA - Califórnia

Em 1864, o Governo Estadunidense concedeu aos HUPA a posse de suas terras tradicionais, formando a Reserva Indígena do Vale Hupa.
Em 1867, a Rússia vendeu o Alasca aos Estados Unidos por 7.200.000 de dólares, visando a se recuperar financeiramente após os gastos com a Guerra da Crimeia (1853-1856), guerra na qual o império Russo do Czar Nicolau I tentara inutilmente expandir-se para o sul.

NAÇÃO APACHE

No Século IX, os Apaches, outro povo de Língua Nadene, começaram a povoar a Região Central dos Atuais Estados Unidos, provavelmente procedentes da Região do Rio Mackenzie, no Norte do Canadá.
“AOS APACHES, O GOVERNO ESTADUNIDENSE INICIOU UMA POLÍTICA DE EXTERMÍNIO VISANDO A OCUPAR SEU TERRITÓRIO TRADICIONAL, NO SUDOESTE DOS ATUAIS ESTADOS UNIDOS”.
Neste período, surgiram FAMOSOS CHEFES APACHES como Mangas Coloridas, Cochise e Geronimo.
No Final do Século XIX e início do Século XX, as TRIBOS APACHES aceitaram as Reservas Apaches criadas pelo Governo dos Estados Unidos nos Estados do Arizona e Novo México.
Apache-2
Apache

A Palavra "Apache" vem de APACU, "INIMIGO".
Os Apaches chamavam-se a si próprios N'de o Inde, que significa "Povo". 

Grande Chefe Gerônimo- APACHE
Grande Chefe Gerônimo- APACHE
Geronimo, à direita e seus Guerreiros Apaches
Geronimo, à direita e seus Guerreiros Apaches
Em 1993, foi lançado o Filme Estadunidense Geronimo, narrando a vida do famoso Líder Apache.
Chefe Apache Eskiminzin, também chamado COCHISE
Chefe Apache Eskiminzin, também chamado COCHISE

Em 1993, a Banda de Rock Estadunidense Audioslave lançou a Música Cochise homenageando o famoso Líder Apache.
Chris Cornell, Vocalista da Banda Audioslave
Chris Cornell, Vocalista da Banda Audioslave
Batedor Apache
Batedor Apache
Chefe Apache Mescalero
Chefe Apache Mescalero

ÍNDIOS Mescaleros-1
Índios Mescaleros

Tribo APACHE Peyote Nação
Tribo APACHE Peyote Nação

Os Apaches dividiam-se em vários grupos: Jicarilla, Mescalero, Lipan, Chiricahua, Apaches Ocidentais e Apaches da Planície e viviam, basicamente, da Caça aos Bisões-Americanos (Bison Bison), os quais forneciam carne para alimentação e couro para a confecção de tendas e roupas.

Bacia do Rio Mackenzie, em verde, no Norte do Canadá.

Bacia do Rio Mackenzie, em verde, no Norte do Canadá.

O Rio Mackenzie é o segundo maior Rio da América do Norte e deságua no Oceano Ártico.

Rio Mackenzie
Rio Mackenzie

Distribuição Atual das Reservas Apaches e da Reserva Navajo nos Estados Unidos
Distribuição Atual das Reservas Apaches e da Reserva Navajo nos Estados Unidos

Bisão-Americano (Bison Bison)
Bisão-Americano (Bison Bison)

TLINGIT

A Cultura Tlingit surgiu no Século XIII, na fronteira entre o Alasca e o Canadá.
O primeiro contato dos Tlingits com europeus se deu no Século XVIII, com a chegada de Exploradores Russos e Espanhóis.
Junto com os Europeus, vieram doenças como a varíola, para as quais os povos indígenas não tinha defesas naturais.
Como os Rituais de Cura dos Xamãs Indígenas tampouco funcionavam contra essas novas doenças, muitos Tlingit passaram a se converter ao Cristianismo Ortodoxo trazido por missionários russos.
A essa altura, o Alasca já pertencia ao Império Russo desde 1741, quando fora descoberto pelo explorador dinamarquês a serviço da Rússia, Vitus Bering.
Vitus Bering
Vitus Bering
Aldeia Tlingit do século XVIII
Aldeia Tlingit do século XVIII
Tlingit-2
Tlingit

Tribo Tlingit (1904)-1

Tribo Tlingit (1904)
Era uma Cultura baseada na pesca, na caça e na coleta de produtos da floresta.

Aos poucos, a Língua Tlingit se expandiu para o Litoral do Alasca, substituindo a Língua Eyak.

Mapa - Distribuição da Língua Tinglit, no Sul do Alasca
Mapa - Distribuição da Língua Tinglit, no Sul do Alasca

Totem Tlingit em Ketchican, no Alasca
Totem Tlingit em Ketchican, no Alasca

Os Conflitos


No século XVI, os Apaches se confrontaram com os Colonizadores Espanhóis na disputa pela posse de suas terras.
Mapa - Apaches
Mapa - Apaches
Século XVIII, Os Navajos (ou Navahos), que habitavam o sudoeste do atual Território Estadunidense, também tiveram de se defrontar com os Espanhóis.

A Palavra "Navajo" vem de NAVAHU, "TERRA FÉRTIL".
Índio Navajo (Século 19)
Índio Navajo (Século 19)

Além dos Confrontos Militares, os Espanhóis trouxeram também dois importantes elementos que viriam a fazer parte do modo de vida de Apaches e Navajos: o Cavalo e a Arma de fogo.
Combinando-os, os Índios ampliaram tremendamente sua eficiência na caça e na guerra.
Em 2008, foi inaugurado o View Hotel, um Hotel instalado dentro de uma Reserva Navajo estadunidense no Vale Monumento, administrado pelos próprios Navajos.
O Hotel faz parte da tendência atual do "Turismo Tribal", que procura oferecer aos visitantes a experiência de vivenciar as Culturas Indígenas.

A Reserva Navajo é a Segunda Maior Reserva Indígena dos Estados Unidos, com 220.000 pessoas distribuídas em 6.000.000 de hectares entre os Estados do Arizona, Novo México e Utah.

Ou seja, é do tamanho da Irlanda.
Índios Navajos – (1902)
Índios Navajos – (1902)
Índio Navajo
Índio Navajo



Em 1821, com a Independência Mexicana, , os NAVAJOS tiveram de enfrentar incursões Militares Mexicanas.
Com a anexação da região pelos Estadunidenses, estes impuseram aos NAVAJOS dolorosas migrações forçadas.
EM 1868, O GOVERNO ESTADUNIDENSE CONCEDEU AOS NAVAJOS A POSSE DE SUAS TERRAS TRADICIONAIS.

Na Segunda Guerra Mundial, muitos Índios Navajos lutaram no Exército dos Estados Unidos.
Encontro do General Estadunidense Douglas MacArthur com Cinco Soldados Estadunidenses NAVAJOS durante a Segunda Guerra Mundial
Encontro do General Estadunidense Douglas MacArthur com Cinco Soldados Estadunidenses NAVAJOS durante a Segunda Guerra Mundial

Aparelho de Rádio utilizado pelos Soldados Navajos durante a Segunda Guerra Mundial
Aparelho de Rádio utilizado pelos Soldados Navajos durante a Segunda Guerra Mundial

ELES AJUDARAM NA CRIAÇÃO E NO USO DE UMA LINGUAGEM CRIPTOGRAFADA BASEADA NA LÍNGUA NAVAJO.
Tal linguagem jamais conseguiu ser decifrada pelos Militares Japoneses e foi uma das principais responsáveis pela vitória dos Estados Unidos sobre o Japão nas batalhas travadas no Oceano Pacífico.

Em 2002, o Filme Estadunidense Windtalkers narrou a participação de Soldados Navajos no Exército dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial transmitindo e recebendo mensagens criptografadas baseadas na Língua Navajo
Códigos de Guerra - usado pelos Navajos na Segunda Guerra Mundial
Filme - Códigos de Guerra(WINDTALKERS) - usado pelos Navajos na Segunda Guerra Mundial
Em 2004, foi criada a Versão da Wikipédia em Língua Navajo (idioma conhecido pelos próprios Navajos como Diné Bizaad).
Logotipo da Wikipédia em Língua Navajo
Logotipo da Wikipédia em Língua Navajo
Nação Navajo
Nação Navajo
Welcome to Land Navajo
Welcome to Land Navajo
Tapeçaria Navajo
Tapeçaria Navajo
Nação NAVAJO

Nação NAVAJO


Cavalos Selvagens em Utah, nos Estados Unidos.
Cavalos Selvagens em Utah, nos Estados Unidos.

Os Cavalos eram chamados de Mustangs ou Mesteños, são descendentes de cavalos trazidos pelos Colonizadores Espanhóis e que se adaptaram à vida selvagem.

Cavalos Mustang Selvagens
Cavalos Mustang Selvagens

Placa no Forte Sumner, no Novo México, nos Estados Unidos, lembrando o período em que os Navajos estiveram exilados no local
Placa no Forte Sumner, no Novo México, nos Estados Unidos, lembrando o período em que os Navajos estiveram exilados no local

HAIDA

Bandeira HAIDA
Bandeira Povo HAIDA

Liderança Haida (Mulher)1
Liderança Haida (Mulher)


Os Haida são uma Tribo Ameríndia que pertence ao Grupo Na-dené, e cujo nome provém de Xa’ida "Povo".

Dividem-se em dois grupos, Kaigani e Haida, que se dividem nos Grupos Skidegate e Masset (e estes em Howkan, Klinkwan e kasaan).


Os Kaigani encontram-se na Ilha do Príncipe de Gales (Canadá), enquanto que os Haida vivem nas Ilhas da Rainha Carlota, no Alasca.



Demografia

Localização dos territórios habitados pelos Haida
Localização dos territórios habitados pelos Haida


Em 1841 havia um total de 8.300 indivíduos, 6.600 nas Ilhas da Rainha Carlota, e 1.700 na Ilha do Príncipe de Gales.

Uma década depois o número era de apenas 3.000.

E em 1880 de 1.700 (900 + 800).

Em 1910 havia cerca de 1000 pessoas.

E em 1960 restavam 210 no Alasca, e 650 no Canadá.

Em 1990 calcula-se que havia 4.000 indivíduos, 800 deles no Alasca.


Língua

A Língua Haida é uma língua isolada que anteriormente estava contemplada dentro da FAMÍLIA DE LÍNGUAS NA-DENÉ, ao partilhar com um membro da mesma, o Tlingit, várias características.

Restam menos de 100 falantes nativos de Haida, concentrados nas Comunidades Haida das ilhas da Rainha Carlota Alasca.


Alguns jovens estão a tentar fazer reviver a língua.

A Língua Haida escreve-se usando o Alfabeto Latino Modificado por vários linguistas americanos para poder expressar os sons particulares do idioma.

História

Em 1774, o Espanhol Juan Pérez visitou-os pela primeira vez.

Em 1778 receberam a visita do Escocês James Cook.

Entre 1784 e 1820, chegaram até à Zona Numerosos Caçadores que viviam das peles de lontra.

Desta maneira inicia-se um Comércio que não termina senão com a extinção destes animais.

Assim, com a chegada da Varíola, o Álcool, e as Armas de Fogo, que provocaram a diminuição numérica.

O Governo do Canadá proibiu-lhes o Potlatch em 1901, apesar de terem continuado a celebrá-lo em segredo.


NAÇÃO TSILHQOT’IN

Final do Século XVIII, a expansão do Comércio de Peles de Animais levou os Britânicos e os Estadunidenses a terem os primeiros contatos com os Tsilhqot'in, Povo que habitava o Platô Chilcotin, na atual Província Canadense da Colúmbia Britânica.

Mapa Canadá - Nação Tsilhqot'in-1
Mapa Canadá - Nação Tsilhqot'in

Tsilhqot'in National Government
Tsilhqot'in National Government
Supremo Tribunal do Canadá concorda em ouvir o "caso William" para o título sobre o território tradicional Tsilhqot'in
Supremo Tribunal do Canadá concorda em ouvir o "caso William" para o título sobre o território tradicional Tsilhqot'in

"TSILHQOT'IN" significa, na sua língua, "Povo do Rio Vermelho-Ocre".
No Século XIX, a Expansão Britânica e Estadunidense em direção ao oeste levou a uma série de conflitos militares com os Povos Indígenas locais.

Esses Conflitos ficaram conhecidos como GUERRAS INDÍGENAS.

Mapa Canadá - Tsilhqot'in
Mapa Canadá - Tsilhqot'in
Xeni Gwet'in - Comunidade Tsilhqot'in
Xeni Gwet'in - Comunidade Tsilhqot'in

Nação Tsilhqot'in - Chefe Roger Williams e outros Chefes da Nação - Direitos Indígenas
Nação Tsilhqot'in - Chefe Roger Williams (Vermelho) e outros Chefes da Nação - Direitos Indígenas

Nação Tsilhqot'in - Comunidades
Nação Tsilhqot'in – (COMUNIDADES DA NAÇÃO)

Em 1989, foi estabelecido o Governo Nacional Tsilhqot'in, representando as comunidades Tsilhqot'in de Tlet'inqox, Esdilagh, Yunesit'in, Tsi Del Del e Xeni Gwet'in, na Província Canadense da Colúmbia Britânica.
Em 19 de abril de 1940, Índios de todo o Continente Americano se reuniram na Cidade Mexicana de Pátzcuaro para debater a situação dos Povos Indígenas Americanos.


A DATA PASSOU A SER COMEMORADA COMO O DIA DO ÍNDIO.

Praça de Gertrudis Bocanegra, em Pátzcuaro, em Michoacán, no México
Praça de Gertrudis Bocanegra, em Pátzcuaro, em Michoacán, no México

Mapa das Tribos Ameríndias
Mapa das Tribos Ameríndias


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DENA’INA LINGUAGEM

HUPARESERVA /LOCAIS
HUPA – HISTÓRIA

APACHE - MÚSICA
APACHE - GERÔNIMO
APACHES – DANÇA E MÚSICA

COMANCHES

NAVAJO
NAVAJOS – O CÓDIGO
NAVAJO – MEDICINA
NAÇÃO NAVAJO
NAVAJO – CULTURA – TRADIÇÃO – CERIMÔNIAS – ARTE
NAVAJO – MÚSICA & DANÇA

HAIDA
                                 
KET – LINGUAGEM
KET – HISTÓRIA


TRIBOS PROVINDAS DE VÁRIO LUGARES, APÓS A "ERA GLACIAL":  CAÇADORES, COLETORES, ÁSIA, ÁFRICA, SIBÉRIA, RÚSSIA, ALASCA, ALEMANHA, E OUTRAS REGIÕES AFETADAS PELAS MUDANÇAS GEOLÓGICAS E CLIMÁTICAS, ATRAVESSAM O MAR DE BERING E VÃO SE INTERAGINDO COM OUTRAS TRIBOS LOCAIS COM DESCENDENTES DA FAMÍLIA LINGUISTICA DENE YENISEIAN E OUTROS GRUPOS LOCAIS FORMATANDO NOVOS GRUPOS INDÍGENAS, COM MISCIGENAÇÕES EM SUAS CULTURAS TRADIÇÕES E LINGUAGENS E SE ESPALHAM NAS AMÉRICAS. (N.A.).